Relato Raiza Goulão – Copa do Mundo de Utah, Estados Unidos
24 de setembro de 2026
Antes de mais nada, peço desculpas por ficar um grande tempo sem mandar atualizações das minhas provas para vocês. Os últimos meses foram cheios de viagens longas e desgastantes, mas sempre em busca de fazer o que eu mais amo: competir em grandes provas e estar pedalando.
Participei de Copas do Mundo no mês de julho, na Itália e na Andorra, depois Campeonato Brasileiro, em São José dos Campos (SP), trazendo para casa e para minha equipe Squadra Oggi os títulos nacionais do Short Track (XCC) e Cross Country Olímpico (XCO). Depois disso tive Jogos Sul-Americanos, mais etapas de Copa do Mundo (França e EUA) e Campeonato Mundial em Val di Sole, na Itália. A Copa do Mundo mais recente, a de Soldier Hollow, em Utah, nos EUA.
Uma pista que eu já conhecia, por ter participado do Campeonato Pan-Americano há dois anos, porém desta vez totalmente diferente e modificada. Ficou mais veloz e fluída. E posso colocar na lista de que foi uma das provas com o público mais insano deste ano. A torcida norte-americana fez a diferença, e ainda teve uma pitada de altitude, para dar um desafio maior.

Eu cheguei direto dos Jogos Sul-Americanos na Argentina, em uma viagem bem longa, que durou 32 horas entre sair de Rafaela, município da província de Santa Fé, onde lá tive pela frente uma pista também muito veloz, porém bastante plana, em que não consegui performar como eu desejava. Meu selim abaixou e isso me impossibilitou de eu desempenhar como gostaria, finalizando em quarto lugar. Gosto amargo, por não ter conseguido uma medalha.
Embora tenha sido uma viagem longa para os EUA, com transfer de ônibus e vários voos, não posso deixar de agradecer o apoio do COB e da CBC, porque é sempre uma honra vestir o uniforme do Brasil.
Chegando nos EUA, o foco era me recuperar e entregar o máximo. Extrair o máximo do corpo e da bike, mesmo não tendo feito uma preparação especial para altitude. Ser atleta é isso, se adaptar às adversidades.
Competi com minha Cattura Flair, equipada com os melhores equipamentos, como pneus Pirelli Scorpion XC RC. Nos Jogos Sul-Americanos estive com uma coroa 34, já na Copa do Mundo optei pela coroa 32, devido a fadiga que cheguei na América do Norte.
Consegui fazer uma prova constante, mas infelizmente, na segunda volta tive um problema com minha roda e tive que fazer 5 voltas poupando meu equipamento, uma vez que a roda sofreu uma fissura. Independente disso, entreguei o máximo finalizando na 32ª colocação. Foi minha melhor posição este ano em Copas do Mundo, mas longe do que eu esperava em termos de entrega. Porém, é final de temporada. E sei que tive excelentes resultados até aqui.
Agora, sigo para mais três provas nos próximos 30 dias. A CiMTB em Congonhas já neste próximo final de semana. Depois, os Jogos Militares Mundiais, na Espanha, e para fechar com chave de ouro o ano em uma prova HC na Sérvia, na cidade de Novi Sad.

Na última atualização do ranking mundial, subi para 14ª posição, algo que me motiva muito pensando nas próximas provas e também na temporada que está por vir.
Agradeço demais a minha equipe Squadra Oggi, ao Governo de Goiás, pelo apoio através da SEEL-GO, ao Thiago Mecânico que esteve comigo em Utah, e a todos brasileiros que estão sempre na torcida por mim.